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Quem vai pagar se der errado?

A maioria dos empresários é criteriosa na hora de contratar um prestador de serviço. Analisa portfólio, pede indicações, avalia cases, compara preços. Tudo parece racional. Mas existe uma pergunta básica que quase nunca é feita — e que deveria vir antes de qualquer outra: se der errado, esse prestador consegue me indenizar? No marketing, essa omissão é ainda mais perigosa. Um erro não fica só no campo da comunicação. Ele vira prejuízo financeiro, jurídico e, em alguns casos, um problema que se arrasta por anos.


Campanhas de marketing lidam diretamente com promessas públicas. Preço, condições, garantias, benefícios e diferenciais são expostos para milhares de pessoas ao mesmo tempo. Um dígito errado em um valor, uma informação mal interpretada, uma promessa que não poderia ser feita ou uma garantia divulgada sem respaldo legal não são “falhas criativas”. São riscos reais. E, no Brasil, quem anuncia é responsável pelo que divulga.

O problema é que muitos empresários terceirizam o marketing como se estivessem contratando algo inofensivo. Tratam a agência, o gestor de tráfego ou o criador de campanhas como alguém que “só executa”. Não executa. Decide. Publica. Impacta. Um erro pode obrigar a empresa a honrar uma oferta equivocada, cancelar campanhas inteiras, refazer materiais físicos e digitais, devolver valores ou responder judicialmente por propaganda enganosa.

Nesse cenário, surge a pergunta incômoda: quando isso acontece, quem paga a conta? Na prática, quase sempre o contratante. Muitos prestadores simplesmente não têm estrutura financeira, contrato adequado ou qualquer condição real de assumir um prejuízo causado por erro operacional. O máximo que oferecem é um pedido de desculpas e a promessa de “corrigir na próxima”.

É curioso notar o paradoxo. O empresário exige portfólio, mas não exige responsabilidade. Exige criatividade, mas não exige capacidade financeira. Exige resultado, mas não exige que o prestador responda pelos próprios erros. Isso cria um desequilíbrio perigoso. Todo o risco fica de um lado só.

Marketing não é apenas estética ou alcance. É decisão estratégica que expõe a empresa publicamente. E toda decisão pública deveria vir acompanhada de responsabilidade clara. Se um prestador não consegue assumir as consequências de uma falha, ele não está pronto para operar negócios que faturam, crescem e precisam de previsibilidade.


Talvez a pergunta mais madura que um empresário possa fazer hoje não seja “quem já atendeu?” ou “quanto custa?”. A pergunta certa é mais simples e mais dura: se der errado, quem indeniza? A capacidade de assumir prejuízos não é um diferencial. É critério mínimo. Não contrate quem não pode arcar com as consequências dos próprios erros. No fim das contas, profissionalismo não se mede só pelo que aparece no portfólio, mas pela responsabilidade quando algo sai do controle.


Rômulo Rampini – estrategista em marketing digital, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e diretor da 3TRÊS, uma das agências mais recomendadas em performance digital em Mato Grosso – @tr3scomvc

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