No segundo semestre de 2025, Mato Grosso vive uma janela estratégica rara, com impacto direto do novo Plano Safra, incentivos fiscais regionais e uma conjuntura digital cada vez mais sofisticada. Para empresários atentos, o momento é de plantar tecnologia e colher resultado.
A liberação do Plano Safra 2025/2026, com mais de R$ 516,2 bilhões voltados à agricultura empresarial, trouxe otimismo para o mercado, sobretudo para Mato Grosso — maior produtor agropecuário do país. Essa injeção financeira tende a movimentar a economia regional, gerando crédito para custeio, comercialização e investimento, o que naturalmente aquece setores como comércio, serviços, tecnologia e, principalmente, marketing digital. No entanto, o crescimento não será uniforme: entidades do agro já alertaram para as altas taxas de juros (8,5% a 14% ao ano), que dificultam o acesso ao crédito, especialmente entre produtores de menor porte. Ou seja, enquanto grandes e médios negócios tendem a acelerar, os pequenos precisarão buscar soluções criativas e acessíveis.
Paralelamente, os novos incentivos fiscais estaduais — como os voltados à suinocultura e ovinocultura — ampliam a competitividade das cadeias locais e abrem espaço para campanhas digitais mais segmentadas e com diferencial regional. O marketing digital, portanto, torna-se uma alavanca natural de expansão, desde que seja usado com inteligência.
E é aqui que as tendências ganham força. A Inteligência Artificial já não é mais diferencial, mas base estrutural de campanhas personalizadas, adaptadas em tempo real e com capacidade de escalar vendas. A automação e os chatbots com IA, como o GPT-5, melhoraram drasticamente a experiência de atendimento, gerando mais conversão e menos custo. Além disso, o social commerce já é realidade para 64% dos consumidores que descobrem novas marcas nas redes — um alerta importante para empresas ainda presas apenas ao site ou feed institucional.
Outro ponto relevante é a força dos influenciadores de nicho, que em mercados regionais como o mato-grossense têm um impacto direto na confiança e decisão de compra. Somado a isso, o consumidor também se mostra mais sensível à sustentabilidade. Com o novo Plano Safra exigindo conformidade com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), cresce a importância de uma comunicação transparente, baseada em práticas ESG e narrativas que conectem propósito à rentabilidade.
Na prática, o segundo semestre de 2025 exigirá mais do que anúncios bonitos. O foco estará em dados, personalização, automação, e principalmente, estratégias que integrem canais (como redes sociais, WhatsApp, e-mail e mídia paga) com clareza de indicadores e metas bem definidas. O empresário que entender isso e agir com método e visão terá vantagem competitiva.
Por fim, vale destacar que, mesmo com limitações orçamentárias em alguns setores, o marketing digital continua sendo o canal com maior potencial de retorno proporcional sobre investimento, especialmente quando bem direcionado. Criatividade, inteligência de dados e foco na jornada do cliente serão os diferenciais de quem quer mais do que engajamento — quer resultado de verdade.
Rômulo Rampini – especialista em marketing digital, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e Diretor de Estratégias da Agência 3TRÊS Marketing e Digital – @tr3scomvc.